charge nova no pedaço...essas bem pouco inspiradas, por sinal. é difícil um chargista admitir que não fez um trabalho legal. mas eu sempre sou o primeiro a falar "que merda" para as minhas charges. acho que sou maníaco-depressivo. ah sim, para piorar, a que eu achei melhorzinha, o Solda já tinha feito antes bem mais legal. a do momento mágico. é isso, se beberem não dirijam, se dirigirem, não bebem e, se morrerem, por favor não bebam e não dirijam. 01
Não sei se é verdade que a jornalista foi demitida por causa desse comentário mas, se foi, a TV Cultura prestou um grande desserviço à liberdade de expressão. Viu? Vai falar mal dos bancos, do Mantega pra ver o que acontece...
Linkei o site de charges da Gazeta do Povo, ao lado. Vocês poderão conferir os trabalhos diários de meus colegas de jornal, o Pancho, o Tiago Recchia e o Paixão.
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Que coisa. Vocês (tem alguém aí?) o dossiê FHC que vazou para a internet? Os gastos da Dona Ruth? Sabonetes, balinhas, desodorantes. Coisa meio prosaica -entre aluguéis de carros e salmões caríssimos. Mas a imagem que me passou pela cabeça é a de que alguém abriu a porta do quarto, de repente, e viu a ex-primeira dama só de calcinha, cortando as unhas do pé. Engraçado mais um escândalo que definitivamente não precisávamos. Nem a Dilma, que vai acabar morrendo pela boca em suas aspirações presidenciais...
Benett- o respeitado e seríssimo colunista político formador de opinião
Incrível. Ontem tinha pensado num boa idéia para uma charge, sobre a "multiplicação dos pães" do Lula. Fui tomar um copo de café e, esqueci completamente da piada. Quando enfim mandei a charge para o jornal, a idéia pintou de volta "ei, você não tá esquecendo nada?". Que lástima, preciso aprender a anotar essas coisas. 01
iustração sobre uma matéria que fala de projetos esdrúxulos de vereadores
um texto do Clóvis Rossi, publicado na Folha de hoje. CLÓVIS ROSSI
Desconfiar. Sempre
SÃO PAULO - Já foi quase tudo dito sobre a Guerra do Iraque, cinco anos após a invasão. Só faltou, acho, uma palavrinha sobre jornalismo, afinal, o único assunto de que entendo algo, menos do que gostaria e deveria, mas algo. O jornalismo norte-americano cometeu, cinco anos atrás, o pecado mortal de aceitar acriticamente a informação de que havia armas de destruição em massa no Iraque de Saddam Hussein. Tampouco me pareceu suficientemente enfático em estabelecer a diferença entre a delinqüência da Al Qaeda e a delinqüência de Saddam Hussein. Admito até uma atenuante no pecado, que, no entanto, não o apaga. Não havia muita chance de contrapor informações do outro lado, ou por indisponíveis ou por inconfiáveis. Saddam Hussein podia jurar que não tinha as tais armas que ninguém acreditaria. Deu-se então o mais trágico crime ético da guerra: a ditadura disse a verdade, a democracia mentiu. Do meu ponto de vista, fica uma lição que empiricamente já havia aprendido: o jornalismo deve desconfiar sempre do governo, de qualquer governo. Mesmo que ele se enrole na bandeira, como foi o caso nos EUA, e tente estabelecer que pátria e governo são a mesma coisa. Nunca são. Desconfiar mesmo quando o governo é popular. É bom lembrar que, em março de 2003, pesquisa publicada pelo "Washington Post" mostrava que 71% dos norte-americanos eram favoráveis à guerra. Desconfiar sempre do governo, ainda que injustamente, dificilmente fará a ele próprio um mal irreversível, além de fazer bem ao jornalismo. Distrair-se, ainda que eventualmente, e aceitar como verdadeiras as afirmações/informações de um governante podem causar males irremediáveis. Nas crises, então, o ceticismo é o melhor, talvez único, anteparo para a propaganda a que todo governo inexoravelmente recorre.
Certa vez li em algum lugar (precisão das coisas não é exatamente meu forte) que, uma das principais alterações que se dá quando uma família ascende ou decai socialmente, é no lixo. O lixo diz muito sobre a saúde financeira da classe-média, por exemplo. Se o lixo tem caixas e mais caixas de pizza, garrafas de vinho, embalagens de comidas industrializadas e móveis velhos, por exemplo, essa família está vivendo um período de vacas gordíssimas. Se, no lixo dela só tem clássicos pacotes de arroz, feijão (do mais barato) e osso de galinha, hmmm...apertaram o cinto. O Brasil está, de fato, em momento de prosperidade. Os catadores de lixo, não têm do que reclamar.